terça-feira, 2 de junho de 2009

Na mudança da rotina (parte 3- Final)

Seria possível que o destino lhe pregasse tamanha peça? O ventilador do destino estaria soprando para uma nova direção? Não era admissível ao decorrer de anos, que uma vida inteira tenha passado pela frente de Edilberto, e ele não tenha entendido a missão que Deus lhe dera assim que ele saíra do estimado e quente ventre materno.

O cheiro que sentira, vinha do Zé Jiboia (jiboia sem acento, seu word imbecil). Aquele aroma suave como flor de campo, refrescante como halls preto, e fixante como picão de mato em calça jeans, vinha do filho da mãe do Zé. Era cheiro de macho. Ele, Edilberto Siqueira era uma moçona desvairada.

Edilberto esquecera-se do tempo, da vida, dos problemas, e das mulheres, esquecera-se até que estava a mijar e inundara as belas botas de veludo do Zé. Apenas sentia aquele cheiro. Os segundos estenderam-se, até que sua bexiga esvaziou-se totalmente, e Zé Jiboia tirava a peixeira da guaiaca.

O pobre do Edi (como agora queria ser chamado), tentou – subconscientemente - jurava ele, acariciar o peito cabeludo de Zé, que usava, entreaberta, uma bela camisa marrom escuro. Zé não perdera tempo em ataca-lo.

Ferrenho, feroz, ferrado, fedonho, furtivo...(meu Deus, quantas definições com efe se pode dar uma só batalha?), foi o engalfinhamento dos dois pelo límpido chão do banheiro masculino - tão límpido quanto um chão de banheiro masculino pode ser. Zé não desgrudava de Edilberto, que por sua vez estava adorando a situação, uma vez que descobrira há minutos atrás, o quão fêmea ele era.

Seguranças invadiram o banheiro e separaram os dois, não sem que antes Edilberto levasse um belo murro em sua face, e caísse, desacordado ao solo.

Acordou, em uma cela, sozinho, jogado em um canto sombrio, fétido, mal-acabado, mal-cheiroso e imundo. Não lembrava-se ao certo o motivo de sua prisão, lembrava-se de relances do ocorrido, flashback's lhe voltavam à mente. Estava constrangido o Edilberto, protagonizara um feito ridículo, fora, por momentos é bom que se frise, mais fêmea que a Paris Hilton foi um dia.

Tinha vergonha, a desmoralizante falta de pudor do dia passado lhe assolava o pensamento, porém, sua mente agora viajava aos confins do seu subconsciênte. Tudo o que ocorrera era passado, o futuro seria de redenção ao fiasco, pensaria ele, em alguma forma de se redmir por tamanho descontrole. E o Zé? O que pensaria o Zé?
Foi quando em uma passadela de olhos pela cela da prisão, avistou Zé Jiboia na cela ao lado. Sim, Edilberto pensou, "é minha chance. Vou fazer o que tenho que fazer, isso não pode mais ficar assim, essa angustia vai ter que acabar". Lavantou-se de um pulo, ergueu o queixo, como galo novo estufou o peito, com passadas largas rumou à cela do Zé.
Chegando lá, chamou o ex-amigo indicando com o dedo, e assim que o mesmo chegou, Edilberto colou a cara na grade, e proferiu a frase final, a frase que acabaria de vez com a dúvida, o alento àqueles que ainda enganavam-se:
-Mas hein, Zé, que perfume tu usa?

6 comentários:

  1. Como eu sempre disse e agora dou mais enfase ainda...tu escreve pra caralho meu brother!! Mto bom!!!

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  2. Bom sem comentarios Brother,teus textos muito massa.Parabens!!

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  3. Olha lá o Edi e o Zé...
    será que ele é?.. será que ele é?

    uasehuhuehsae

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  4. Realmente matou a pau Cadinho ^^

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  5. Cara.... jah disse que tu eh meu ídolo na arte de bloguear... mato a pau dinovo... parabens...

    abração brother

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